Treinamento ou Consultoria. Em qual devemos investir?
O mercado globalizado inseriu as organizações num contexto ainda mais complexo e em constante redefinição, isso obrigou a todos a desprender-se de antigas ideias – como aprender na prática, a descentralizar o conhecimento e a renovar o olhar, para definitivamente investirem no desenvolvimento de pessoas. Num mundo de tantas desafios como o corporativo, é preciso proporcionar um ambiente que privilegie o aprendizado e o diálogo.
As necessidades das empresas de produzirem mais, de prestarem serviços mais personalizados, com mais qualidade e menos custos, exigem que o profissional responda a estes estímulos na mesma proporção, e somente suas experiências anteriores não são o suficiente.
Constantemente estamos reavaliando técnicas de trabalho, introduzindo novos instrumentos ou equipamentos e atuando sob novos processos administrativos/produtivos. Reparem que de um lado estão os métodos de trabalho e do outro as pessoas que irão lidar com essas mudanças: novas práticas de trabalho requerem ação educativa.
“Não há mais como trabalhar somente a estrutura técnica, é preciso atuar na instância humana, ou seja, a estratégia de negócios não pode estar dissociada da estratégia de pessoas.” Na era da participação e da sociedade do conhecimento é preciso compartilhar novidades, métodos eficientes e aliar gestores e colaboradores as estratégias do seu negócio.
Gente é tão importante quanto vender, é tão importante quanto produzir, formar gente boa é o mesmo que investir na atualização do seu negócio, promover uma gestão mais sustentável e claro, muito mais lucrativa.
Mas com tantas opções no mercado de desenvolvimento, o que escolher, treinamento ou consultoria? Fique com os dois!
TREINAMENTO
Se quer desenvolver as atividades diárias com mais qualidade, desenvolver novas competências, aumentar a produtividade, motivar e valorizar seus funcionários, tornar os colaboradores mais abertos aos desafios e mudanças, melhorar o relacionamento interpessoal, tornar suas contratações mais bem-sucedidas, melhorando a satisfação do cliente, escolha treinamento.
CONSULTORIA
Se a alta cúpula precisa de maior conhecimento em determinado assunto, precisa de aconselhamento para tomada de decisão adequada, resolver problemas, melhorar processos, racionalizar custos, eliminar desperdícios, planejamento comercial ou de marketing ou mudar sua estrutura, prefira a consultoria.
A Strategia Gestão Empresarial, acredita que todo indivíduo possui em si a própria solução para os desafios que surgem no seu dia a dia, basta ter um processo de aprendizagem que os deixem a vontade, sintam segurança, que assim será possível sugerir e produzir com mais assertividade e melhores resultados. Não temos dúvida, que o caminho para isso é treinamento e consultoria.
O crescimento e sucesso de uma organização está diretamente ligado ao desenvolvimento de seus profissionais e a capacidade de se desenvolver por eles.
Treinamento ou Consultoria? Invista nos dois!
Acompanhe este vídeo da Strategia Gestão Empresarial
Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência no desenvolvimento e execução de planos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e implantação de sistemas de indicadores de desempenho – sempre na busca da geração de valor para a organização e para a sociedade.
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“Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável”
Parodiando a frase do filósofo romano Sêneca, se em algum momento do seu empreendimento você se perdeu, é preciso parar pra respirar, repensar o caminho e reavaliar as estratégias.
Quem não sabe onde quer chegar, ou quem navega sem destino, dificilmente aportará em algum local ou dificilmente conseguirá ter sucesso em seus negócios. Esta situação é recorrente entre empresários, não é nenhuma novidade – e se sua organização estiver perdida, trabalhando para pagar títulos atrasados, sem foco no futuro, é importante pensar que pode ser a hora de pedir ajuda!
Planejamento Estratégico
Precisamos reconhecer que o planejamento estratégico anda um pouco desgastado pelo seu uso indevido tanto na literatura, quanto na prática de mercado, mas isso não nega a necessidade de tê-lo, pois qualquer organização é orientada por estratégia para alcançar seu objetivo futuro.
As atividades de uma empresa para conquistar o futuro desejado não podem ser direcionadas apenas pelo entusiasmo – a emoção pode não ser suficiente e não durar o bastante até alcançar seus objetivos. É necessário a aplicação de um processo sistêmico, definindo claramente o que fazer, como fazer, além de um monitoramento periódico dos indicadores, das metas e dos planos de ação.
Com a estratégia adequada será possível dirigir seus esforços para objetivos preestabelecidos, aplicar racionalmente seus recursos e ter uma vantagem competitiva perante seus concorrentes. Esta ferramenta de gestão permite solucionar problemas imediatos, projetar o futuro e ainda, redimensionar o programa a qualquer instante, de acordo com as necessidades que podem mudar – trata-se de um trabalho contínuo.
Afinal, planejamento estratégico é um ato de inteligência, que gera enorme valor para a organização!
É claro que não se trata de um passe de mágica, mas você terá mais alicerce à construção do seu empreendimento, coerência e organização na abrangência de todas as áreas da organização. Será possível priorizar as reais oportunidades, ter efetividade nas tomadas de decisões e o mais importante, conseguirá mensurar os resultados e gerenciar as estratégias.
Qualquer negócio, para ter sucesso, precisa ser planejado e suas atividades serem executadas detalhadamente. Se visa atuar de forma inovadora e diferenciada é preciso estabelecer a melhor direção a seguir, é preciso ter a bússola que o direcione ao Futuro desejado.
Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência no desenvolvimento e execução de planos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e implantação de sistemas de indicadores de desempenho – sempre na busca da geração de valor para a organização e para a sociedade
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5 motivos para se investir em Treinamento e Desenvolvimento
As empresas mais bem sucedidas investem em treinamentos e desenvolvimento com o objetivo de garantir bons retornos e aperfeiçoamento de capacidades e motivações de seus colaboradores, para torná-los membros cada vez mais valiosos da organização.
Produtividade, excelência no atendimento ao cliente, superação de metas, resiliência, criatividade e muitos outros ingredientes são necessários para que as organizações sobrevivam e se perpetuem. Estes são os grandes desafios das empresas no momento. E para as empresas atingirem estes resultados entra em cena o ativo mais importante – o ser humano.
Independente do porte de uma organização, o principal recurso para fazê-la crescer são as pessoas. Uma equipe qualificada e preparada para o mercado é capaz de agregar valores à empresa de forma que ela possa se desenvolver exponencialmente. As empresas investem em treinamento e desenvolvimento de pessoas pois é considerado um investimento inteligente, onde o retorno é garantido.
Os processos de treinamento e desenvolvimento são duas importantes maneiras de aprimorar as capacidades de um profissional. O treinamento é um processo educacional de curto prazo, que promove a aquisição de habilidades, conceitos ou atitudes, sendo aplicado de forma sistemática e organizado. Trata-se de uma necessidade pontual, que exige uma ação rápida. Já o desenvolvimento é visto como um processo a longo prazo, com foco no desempenho futuro das pessoas.
O treinamento munirá os profissionais de conhecimentos, técnicas e ferramentas e permitirão que eles as apliquem no dia a dia. O desenvolvimento será realizado pelo próprio profissional e terá, consequentemente, suas competências e habilidades desenvolvidas. Além disso, suas expectativas profissionais e pessoais estarão alinhadas com as da organização, trazendo resultados em um curto espaço de tempo.
Motivos para se investir em treinamentos de gestão empresarial
Dentre os principais motivos para se investir em treinamento de pessoal, destacam-se:
1 – Vantagem competitiva
As indústrias estão mudando constantemente e por isso é importante para uma empresa se desenvolver para evitar ser deixada para trás. Também é importante certificar-se de que a sua empresa está a cumprir os regulamentos da indústria, o que pode ser conseguido através de formação contínua, certificando-se de que as competências e os conhecimentos do seu pessoal estão atualizados.
2- Aumento de produtividade
Com a formação regular, uma empresa pode identificar mais facilmente quaisquer brechas no mercado e deficiências de habilidade dentro da força de trabalho existente. Ao identificar essas lacunas precocemente, há tempo para treinar pessoal nas áreas necessárias para que eles possam cumprir o papel de forma eficaz e eficiente.
3 – Aumentar os níveis de satisfação profissional
Através do investimento contínuo do negócio, o pessoal pode ter um sentimento muito maior de satisfação no trabalho, o que pode melhorar a sua motivação para o seu trabalho. Isso reduz a rotatividade de funcionários e aumenta a produtividade, o que melhora diretamente a rentabilidade. Ele também impede os concorrentes de tirar seus melhores funcionários, oferecendo incentivos de treinamento.
4 – Fornecer oportunidades de promoção interna
Empregar novos funcionários envolve altos custos de recrutamento e taxas de contratação. No entanto, com a formação contínua, o seu pessoal existente pode tornar-se mais elegíveis para promoções internas. Ao contrário de novos funcionários, você pode garantir que eles têm um conhecimento completo do seu negócio, o conjunto de habilidades corretas e são pessoas que você conhece e confia.
5 – Atrair novos talentos
A formação contínua é um dos recursos chave para se reter e para atrair os melhores funcionários. Além dos benefícios internos, os treinamentos também influenciam na imagem institucional das organizações. Empresas bem estruturadas, com um ambiente de trabalho agradável e equipes qualificadas são vistas de forma positiva no mercado e ganham vantagem em relação a outras.
Treinamento e Desenvolvimento: custo ou Investimento?
Antes de tudo, é importante lembrar que treinamento é investimento e não custo.
A ausência de programas de aperfeiçoamento pode gerar prejuízos para a corporação, já que o exercício da função apenas por meio das experiências do dia a dia implica na prática de tentativa e erro até o alcance do resultado esperado.
Promover treinamento é benéfico de diversas maneiras: poupa tempo e agiliza ações ao otimizar o trabalho, aumenta a produtividade e melhora significativamente a comunicação entre os setores.
Na verdade, os treinamentos não são diferenciais, mas sim pré-requisitos para o profissional estar inserido no mercado e também são utilizados para que a empresa possa compartilhar seus propósitos, como visão, missão e valores. Não é o treinamento isoladamente que desenvolve a empresa, mas sim o treinamento alinhado com valores, com uma visão de futuro e um planejamento estratégico bem definidos.
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Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência no desenvolvimento e execução de planos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e implantação de sistemas de indicadores de desempenho – sempre na busca da geração de valor para a organização e para a sociedade
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Os perigos que a função compras precisa perceber nos momentos de crise
A palavra crise, do grego krisis, ou DECISÃO, foi incorporada na língua portuguesa como CRISE no século XVIII. No início, como era usada por Hipócrates, definia o momento na evolução de uma doença, quando o paciente se encaminhava claramente para a morte, ou seja, era o momento que transcendia a cura, era o ponto entre a
morte ou a vida. No século X IX, a palavra passou a ser empregada na economia. Interessante é que o termo em chinês, segundo a versão de alguns filólogos, weiji, “crise”, é um ideograma formado pela junção de dois outros – um negativo, “perigo” (wei), e um positivo, “oportunidade” (chi). Olhando por esse lado, é válido o senso de que nas crises se encontram soluções brilhantes.
Mas soluções inteligentes não nascem por acaso, elas partem de um planejamento inteligente; e mesmo assim, só poucas se tornarão uma oportunidade. Ou seja, soluções inteligentes não garantem oportunidades, mas, ao contrário, ações desprovidas de inteligência caminham em sua quase totalidade para se tornar um perigo.
Do ponto de vista de COMPRAS, com a nossa tendência histórica a negociações centradas em preço, se não nos vigiarmos, poderemos caminhar muito mais para o perigo do que para a oportunidade. Na crise de 2008, fui convidado para participar de uma reunião-evento com profissionais da primeira linha de Compras, com cerca de 50 grandes empresas do Brasil, incluindo grande número de multinacionais tops no mundo. Surgiram apresentações tipo: “agora vão dar valor para Compras”, “agora vão ver como conseguimos tirar ‘leite de pedra’ de nossos fornecedores”. Admitir isso como verdade significa que, no mercado sem crise, algumas áreas de Compras
podem ser chamadas de incompetentes. Essa visão de que a margem de lucro da minha empresa é construída com o prejuízo da dos fornecedores, ou seja, que bons negociadores são os que “apertam” os fornecedores, é de uma miopia sem o menor cabimento — e dramaticamente danosa em crises.
A seguir, algumas observações sobre o que é crise e como ela se traduz para Compras, ou melhor, para a função compras — e aqui eu incluo todos da cadeia interna das necessidades que serão compradas.
1 • Na Crise, a Urgência e os consequentes RISCOS aumentam
Na Crise o sentido do deslocamento das empresas se inverte. Nos momentos normais ou de expansão, o movimento é para o crescimento. Os movimentos nessas fases são de planejamento, procura-se crescimento com evolução.
As ações da Função Compras privilegiam os resultados, trabalhando na Cadeia de Fornecedores de forma positiva.
Já na Crise, os movimentos lembram mais a sobrevivência. N ós nos sentimos como se estivéssemos escorrendo em direção ao ralo. Cada um nessa Cadeia de Fornecedores procura passar o “mico” para o outro. Essas ações pela sobrevivência correm o risco de ruptura dessa cadeia, o que aumentará significativamente o custo de sua reconstrução. Manter o foco de cadeia de fornecedores para focar os nossos Clientes é necessário, mas agora as ações devem contemplar a crise. Obrigatoriamente deveremos ser criativos e inovadores. E, nesse ambiente, a participação do fornecedor é fundamental. Processos devem ser avaliados à exaustão nessa ótica. Será que não é hora de aprofundar a confiança, deixando de lado as ações com foco na desconfiança, que não agregam valor, só custos? Não haverá outras formas de tratar o produto a ser comprado? Certamente sim. O fornecedor não poderá melhorar nossa especificação ou escopo? É claro que sim. Projetos conjuntos com fornecedores são cada vez mais usados pelas empresas mais performáticas. Eles devem ser a tônica da relação em uma situação de crise. Não há
solução para a oportunidade sem a participação intensa do fornecedor.
O Procurement Strategy Council mostra que, já em 2007, as empresas de ponta despendiam mais de 25% de seu tempo em relacionamentos com fornecedores.
2 • Como nas crises de energia ou água as soluções salvadoras são as que reduzem os desperdícios
Na segunda crise do petróleo, em 1978, uma importante tinturaria industrial, que tingia fios, foi pega de surpresa pelo aumento do preço do óleo combustível, seu principal insumo, que subiu 500%. A fábrica tinha o número, considerado muito bom, de que cada quilograma de fio tinto gastava um quilograma de óleo combustível na
caldeira. Todas as ações para redução desse consumo foram feitas em conjunto com os fornecedores. Depois de 12 meses, a fábrica passou a gastar 160 gramas de óleo combustível para um quilograma de fio tinto.
3 • Reduzir o CUSTO OPERACIONAL é muito mais VITAL do que a redução do preço de compra de um material ou equipamento
Heero Hacquebord, em seu livro Statistical Thinking for Leaders, divide as ações possíveis sobre qualquer processo em duas: “Value Added” e “Cost Added Only”. Ou seja, ou pensamos em ações que realmente adicionam valor aos nossos processos, ou implantamos ações que convivem com os problemas. Nessa óptica, por exemplo, investir em polícia, embora necessário, só acrescenta custo. A desconfiança tem seu custo, e ele é muito alto. Nas crises, o que precisamos é muito mais que uma redução de custo, precisamos de um salto de competitividade, que só é possível
colocando o fornecedor para trabalhar em conjunto conosco nesse sentido.
4 • As soluções criativas OPORTUNAS não são as de “tiro curto”, são as que são incorporadas aos PROCESSOS
Aprendemos que os problemas podem ter soluções simples ou complexas. As simples podem ser difíceis, custosas, de grande magnitude, mas sua característica principal é que dependem só de você. As complexas, não. Podem ser até fáceis, mas dependem de vários atores. Levam um tempo significativo em termos de envolvimento e organização para se tornar uma opção eficaz. E não podemos esquecer o forte e excelente componente de adesão de todos envolvidos sob medida para as situações de crise. Em Compras existe uma máxima antiga muito conhecida: “Em uma negociação tradicional, o máximo que se consegue é uma redução de 5% no preço. Para conseguir reduções
de 30% a 40%, é preciso atuar desde a concepção”. Numa crise, a única solução eficaz é a complexa, e o envolvimento deve ser da cadeia de suprimentos como um todo, com a participação de todos os que internamente se envolvem nas compras, desde a formulação da necessidade, passando pelas diferentes áreas funcionais e chegando até aos fornecedores.
Em uma importante unidade industrial de uma grande multinacional, uma crise inflacionária sobre os alimentos impactou fortemente os custos e o consequente preço da alimentação. Formado um grupo de trabalho para estudar
alternativas, foi incluído o fornecedor da alimentação, um dos maiores do mundo. O grupo foi formado por Benefícios, Compras e o Fornecedor. A gerente do fornecedor, participante do grupo, sugeriu oferecer uma nova opção proteica, sem retirar as demais. O objetivo era atrair o funcionário para essa nova opção, o que o faria deixar de comer as opções tradicionais e de maior custo. Implantado, o projeto foi um sucesso, tanto do ponto de vista de custo como também dos empregados, que puderam escolher a opção que melhor os satisfazia. Como não usar o conhecimento de um player que trabalha com as necessidades de vários clientes, que desenvolveu um conhecimento
tão grande, certamente muito maior do que o nosso? Não podemos dispensar “a cabeça” do fornecedor, principalmente nas crises.
5 • A vantagem de criar uma RELAÇÃO ESTRATÉGICA, nos momentos de sobrevivência
Superar os maus momentos juntos aumenta a lealdade e cria vínculos de admiração e cumplicidade. Um casamento longevo e saudável passa por várias fases de relacionamento, e este passar saudável traz a mais pura satisfação
para os indivíduos. A filósofa e professora Terezinha Rios, em uma palestra no Instituto de Marketing Industrial,
nos disse: “As coisas estão na nossa frente, nós é que não reparamos nelas”. Reparando, eu me lembrei de uma afirmação sobre os casais que mudaram de cidade, principalmente do Rio de Janeiro para Brasília quando de sua inauguração: “O casal que sobreviver morando em Brasília terá vida longa”. Muitos casais viveram uma forte crise externa, por exemplo com os filhos, e sobreviveram a ela se apoiando com galhardia. Evoluíram para uma relação sustentável, saudável e longa. Ou seja, na crise se constroem “relacionamentos admiráveis”. Eu me atrevo a dizer
que é mais do que admiração, chega a se tornar uma cumplicidade admirável. Essa é a possibilidade de relacionamento que uma crise traz para uma relação cliente-fornecedor. E esta relação saudável deve ser perseguida de forma estratégica por uma empresa que quer se tornar válida.
Não existe empresa válida só nos bons momentos. Concluindo, nos vários diagnósticos que fizemos da Função Compras, era nítido ver que as organizações tinham um forte sentimento de que sua área de Compras era pouco eficiente. Os diretores de Compras afirmavam peremptoriamente que seus subordinados não tratavam suas atividades de forma estratégica. As áreas usuárias do serviço de Compras a tinham como uma área puramente operacional. Se trabalhar de forma estratégica e inteligente é uma necessidade para Compras, nestes momentos de crise é essencial. Nossa grande oportunidade é aproveitar a crise para a grande virada. É a hora de sermos percebidos como uma área verdadeiramente estratégica. E o Reverse Industrial Marketing pode ser a melhor alternativa a ser usada.
Autor – José Arnaldo Silveira D’Áurea
Sócio-diretor da Supriqual Consultoria é associado do Instituto de Marketing Industrial e consultor da Strategia Gestão Empresarial.
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O Valor Percebido de Produtos e Serviços
Durante minha vida profissional, sempre envolvido na atividade comercial de produtos e serviços, convivi com a inflexibilidade conceitual de Preço Baixo e Redução de Custos.
Faz parte das células de meu corpo este binômio: redução de custos e preço baixo.
No entanto, por ter trabalhado em empresas multinacionais e também ter estudado fora do país, notei que estes axiomas não são tão ferrenhamente seguidos em ambientes empresariais complexos e evoluídos. Defendo que redução de custos é como cortar unhas, ou seja, deve ser um trabalho constante e persistente, no entanto, Preço Baixo não me parece que deve ser levado com igual obsessão.
Fiz este preâmbulo para enaltecer a fantástica obra de um dos mais importantes nomes do conhecimento de marketing industrial do país: professor e consultor José Carlos Teixeira Moreira, com seu “Usina de Valor”, publicado em 2009 e que só agora pude ler e curtir, depois de outras duas obras já publicadas: Marketing Industrial e Foco DO Cliente. Assim como o Prof. Teixeira, procuro na Strategia, a valorização das organizações que nos procuraram para trabalhar conosco, seja o Instituto Nacional do Acrílico, a Cia. Têxtil Castanhal, a Adirplast ou mesmo nos cursos da Innovia.
Assim, aproveito a oportunidade para relacionar, a seguir, algumas pérolas que pude colher neste testamento de conhecimento, dirigido aos profissionais que atuam no universo comercial, principalmente de produtos e serviços industriais:
- Valor é uma responsabilidade do Cliente: só ele pode atribuir valor a um produto ou serviço que alguém ofereça.
- Valor não é o que o Cliente diz. Valor é o que ele percebe. O que é bom para um cliente não é necessariamente o que ele pede.
- Produto ou serviço competitivo é o preferido não o mais barato.
- Atrair clientes é mais importante que conquistar clientes.
- Commodity é puro estado de espírito.
- O que é barato não vale muito.
- Preço nunca deve ser o primeiro diferencial. Quando o preço faz toda a diferença, o valor percebido pelo cliente não faz diferença.
- Quando uma empresa só pensa em dinheiro, não consegue sonhar, porque é o sonho que traz um pouco de dinheiro, e não o dinheiro que traz um bom sonho.
- O esboço do futuro que descobrimos com os nossos clientes faz antecipar, pra hoje, o que de bom iria acontecer um dia.
- O valor dos ativos de uma organização são 20% tangíveis e 80% intangíveis.
Vale especial atenção o entendimento sobre a relação dos motivos essenciais de preferência dos Clientes aos seus fornecedores. Eis alguns:
- Ajudar a aumentar sua base instalada de clientes leais;
- Promover, por competência agregada, a sua promessa de marca no ambiente de negócios;
- Aprimorar suas ofertas de valor para seus clientes;
- Proteger suas diferenças diante da competição predatória e Potencializar sua credibilidade.
Também é interessantíssima a classificação que Prof. Teixeira faz sobre Clientes, Potenciais Clientes, Aqueles que aceitamos Vender e os Não Clientes; deixando claro que os Não Clientes são ótimos para serem devidamente encaminhados para a concorrência predadora. Os Clientes, por seu lado, devem atender a pelo menos 80% do que julgamos importantes para o crescimento e rentabilidade da empresa daqui para a frente.
O resgate de um ditado de nossos avós, também compõe a filosofia que deveria nortear as empresas no mundo moderno atual – “O barato sai caro” – comprovando que todos os produtos e serviços preferidos em sua categoria são mais caros que os concorrentes. Todos os clientes sabem disso e continuam preferindo os mais caros, pois é mais caro porque é mais barato.
Finalizando os elevados conceitos de Valor, Zé Carlos, – como gosta de ser chamado – revela como fortalecer e fazer valer o sentido de Valor de produtos e serviços:
- Deve-se ofertar um sistema, mais do que um produto;
- A inovação deve ser uma constante nos produtos, processos e serviços aos clientes;
- O Valor também pode ser obtido com a oferta no tempo certo ou mesmo nos serviços de emergência;
- Observação aguda no Foco DO Cliente e não Foco NO Cliente;
- Atenção e pró-atividade na qualidade percebida em tudo que fala ao cliente.
Para concluir, cabe reforçar os conceitos do Prof. Teixeira, buscando a valorização de produtos e serviços de nossas organizações, pois desta forma estaremos valorizando a sociedade que vivemos e a nós mesmos como pessoas, como brasileiros e como individualidades do universo.
Agradeço a leitura deste breve artigo e estou sempre à disposição para ampliarmos nosso entendimento sobre Valor em nossas organizações e em nossas vidas.
Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência no desenvolvimento e execução de planos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e implantação de sistemas de indicadores de desempenho – sempre na busca da geração de valor para a organização e para a sociedade
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Estratégia é para Todos
Estratégias são essencialmente planos para atingir e sustentar performance através dos diferenciais competitivos. Não são idéias de como desenvolver um produto ou serviço e vendê-los lucrativamente para os clientes, mas sim quais novos produtos podem ser lançados e quais mercados podem ser conquistados considerando os diferenciais competitivos já existentes.
Para ser bem sucedido, o planejamento estratégico deve ser entendido e discutido pela totalidade de funcionários da empresa, é o que defende o norte americano, Michael Porter, a maior autoridade mundial em estratégia. É de extrema importância que ela seja colocada em prática e não apenas assimilada.
A comunicação começa de fato pelo presidente, com toda a direção da organização tendo alinhamento com a estratégia. É muito importante debatê-la e aperfeiçoá-la. Os grandes líderes têm o hábito de repetir a estratégia e de tentar destacar, nas reuniões, os aspectos que diferenciam uma empresa em relação às outras. Eles usam essas reuniões, uma espécie de reunião comunitária, para debater essa questão com todos os funcionários. A repetição é um aspecto fundamental: repetição em reuniões com vários grupos, heterogêneos, de funcionários.
Um exemplo é uma história muito conhecida da Fedex – uma empresa de transporte expresso de correspondências, documentos e objetos. Nos Estados Unidos, as cidades possuem algumas caixas de coleta, onde as pessoas depositam as suas encomendas e, uma vez ao dia, um caminhão passa e recolhe essas encomendas. Num determinado dia, um motorista perdeu a chave de uma dessas caixas. A cultura da empresa é entregar 100% das encomendas no prazo, e essa cultura é tão integrada que esse motorista não teve dúvida: ele colocou a caixa inteira no caminhão, tudo para valorizar a diretriz de pontualidade de coleta e entrega. Essa é uma história que a Fedex repete várias vezes para deixar clara que a estratégia está realmente integrada à estrutura da empresa. Um bom presidente usa histórias como essa para motivar.
Artigo publicado na revista Exame pelo Prof. Vicente Falconi
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O valor do Design como Fator de Competitividade
Atualmente, o design se destaca como um dos principais fatores para o sucesso de uma empresa, desde o desenvolvimento de produtos e serviços até sua comercialização, por meio da otimização de custos, embalagens, material promocional, padrões estéticos, identidade visual, adequação de materiais, fabricação e ergonomia. Além disso, também é um fator essencial de estratégia de planejamento, produção e marketing.
O design de embalagem e as estratégias de branding passaram a ser alguns dos grandes diferenciais de um produto ao criarem o impacto visual necessário para a sua identificação no ponto-de-venda. O design de embalagem não apenas atrai o consumidor; ele também estabelece um contato emocional com este.
O design tem também uma enorme importância na gestão. Valorizar o design é garantir competitividade ao produto e desenvolvimento à empresa, desde que realizado por profissionais experientes, que saibam adequar recursos da empresa, necessidades do mercado e metas a serem alcançadas.
Mais recentemente, as pequenas e médias empresas também perceberam que podem e devem investir em design para serem competitivas. A média ainda é baixa, entre 1% e 5% da receita líquida, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mas já revela resultados. Mais do que isso, viram que design não é um serviço de luxo, ao contrário, trata-se de um serviço altamente especializado, com uma ótima relação custo x benefício e que pode ser facilmente incorporado ao seu cotidiano.
Esses mesmo estudos realizados pela CNI indicam que 75% das empresas que investiram recentemente em design registraram aumentos em suas vendas, sendo que 41% destas empresas também conseguiram reduzir os seus custos. O mais importante é que não houve registro de nenhuma empresa que tenha investido em design e que tenha sentido queda nas vendas.
Recentemente, o Sebrae selecionou o design como uma das áreas prioritárias para sua atuação no universo das micro e pequenas empresas, elaborando um programa que visa elevar a competitividade das micro e pequenas empresas no mercado nacional, contribuindo também para promover sua participação nas exportações por meio da utilização do design como elemento de agregação de valor em produtos e serviços.
Vencendo a batalha da inovação e da diferenciação, o design cria uma personalidade capaz de conquistar a fidelidade do consumidor.
Autora – Marcia Mitsue Tsuchida
Experiência em atividades ligadas à gestão de design, como criação e coordenação de projetos gráficos de materiais institucionais, promocionais, marketing direto e treinamento, buscando o desenvolvimento de soluções criativas conectadas à estratégia da organização. É Pós-graduada em Marketing Digital pelo Mackenzie, consultora da Genki Design e da Strategia Gestão Empresarial.
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